terça-feira, 29 de abril de 2008

Início do início

Sabe que há quase 1 mês de voltar pra casa, eu estava pensando em alguns momentos que passaram e também em algumas coisas que li ontem.
Por exemplo: Antes de viajar, os parentes disseram que sou louca de viajar sozinha. E ontem, eu li uma coisa: "Nunca estamos sozinho. SEMPRE tem os anjos de viagem que aparecem quando a gente mais precisa". E alguns me apareceram nessa minha viagem. Seja em Londres ou na Itália, ou ainda, na França. Logo que cheguei na Alemanha, sem me familiarizar muito como o sotaque 'Bavário', apareceu um anjo. Brasileira, casada com um Alemão. Me ajudou no aeroporto e tudo. Por isso eu digo. A gente aprende. Do mesmo jeito que aprende a se virar, aprende a fazer amizades. É inconsciente, mas são amizades necessárias e verdadeiras. Amizades de viagens a gente leva pra sempre. Como disse a Marcella Centofanti, em seu blog: "As amizades são as bagagens mais preciosas que carregamos de volta pra casa".
Em Londres, a americana, Gwen, o indiano, Lee, os brasileiros Fernando, Gi e Fagner, os meus queridos gaúchos: Alexandre, Romulo, Capitanio, Coser, Fernando e todos os outros que fiquei só algumas horas, então não lembro o nome.
Na Itália, além dos gaúchos já conhecidos, mais alguns que não foram para Londres (Fantin, Bindas...).
Mesmo na Alemanha. A casa é de parentes, mas tem o americano, Daniel, os vizinhos alemães, as brasileiras casadas com alemães, as crianças, tudo. Sempre assim!
Ainda falta Füssen, Garmisch Partenkirchen, Salzburg e Wien. Tenho certeza que encontrarei vários outros anjos lá.
Do mesmo jeito que têm momentos agradáveis (viagens, paisagens, amigos), tem momentos ruins (não poder gastar todo o dinheiro que se quer, rsrsrs), apreensivos (esperando o vôo), momentos de medo de nada dar certo (antes de embarcar), momentos de insegurança (esperando a polícia da imigração).
O que diziam da imigração inglesa, realmente me deixou bem apreensiva: brasileira, com passaporte quase em branco e um detalhe: esqueci de trocar as libras, então só tinha euros. Se me pedissem para ver o meu dinheiro na imigração, certeza que eu estaria com problemas.
*Na fila esperando, vários indianos, americanos... tudo quanto é nacionalidade*
O Oficial me fez 5 perguntas: "De onde está vindo? Quanto tempo ficou? Fazendo o que? Quanto tempo vai ficar aqui? Fazendo o que?"
(Ele poderia ter economizado a primeira pergunta se tivesse olhado meu boarding pass que estava no meio do meu passaporte ¬¬).
Eu estava com uma colombiana. A Carol. O amigo 'londoner' dela buscaria ela lá no aeroporto. Claro que aproveitei a carona pra entender um pouco do metrô londrino. Por isso eu digo... SÃO ANJOS!

Algumas pessoas me disseram que eu ando mais quieta. Sim. Quando a gente viaja sozinha, a gente passa a pensar mais e falar menos. Conhecer a nós mesmos, pensar e agir com o nosso eu interior. Passar 3 meses, praticamente, all by myself, dá pra aprender e entender muita coisa. Acho que ainda assim é pouco tempo, porém já é alguma coisa. É um tempo importante.

Se tiverem a oportunidade, viagem, aproveitem cada segundo. Passa muito rápido.Tire esse tempo pra você. Você é a coisa mais preciosa. Conheça-se! Quando a gente se conhece, a gente vive muito melhor.

Herzliche Glückwünsche,

Mariana

2 comentários:

Anônimo disse...

Boa sorte sempre! :)

Beijo

Anônimo disse...

Me lembrei de um depoimento emocionado de uma amiga "mochileira"... ela sempre diz q viajar é a vida dela. Conhecer pessoas, conhecer novas vidas, aprender mais sobre a sua própria vida e des cobrir o quão diferente podem ser os corações... e ela não tem medo de arriscar sair pedindo carona... ela aprendeu a conhecer as pessoas só de olhar nos olhos delas... aprendeu a confiar mais nas pessoas e principalmente em si mesma... ela simplesmente viaja e arrisca... arrisca e conhece... conhece e aprende... aprende e VIVE!
Bjs